
A Veltrix é a startup que eu cofundei para transformar inteligência artificial em capacidade operacional dentro das empresas.
Nosso foco está em operações comerciais. Em vez de vender apenas mais um software para o time aprender, configurar e operar, a Veltrix entra diretamente no processo e executa parte relevante do trabalho usando agentes de inteligência artificial.
É por isso que eu gosto de definir a Veltrix como uma empresa de Service as a Software.
Na prática, nossos agentes se conectam às ferramentas que a empresa já utiliza, como CRM, e-mail, agenda, planilhas, plataformas de prospecção e outras soluções do stack comercial, e passam a executar tarefas que normalmente dependem de trabalho manual.
Isso inclui desde pesquisa e enriquecimento de contas, criação e priorização de listas e preparação de abordagens até follow-ups, atualização de CRM, organização de pipeline, briefings comerciais, geração de relatórios e identificação de sinais de oportunidade.
A ideia central é simples: o cliente não deveria precisar contratar uma tecnologia e depois descobrir como extrair valor dela. A tecnologia deveria ser capaz de executar o processo e entregar o resultado.
Foi a partir dessa visão que começamos a construir a Veltrix.
Eu acredito que estamos entrando em uma nova geração do mercado de software, em que empresas deixam de pagar apenas por ferramentas e começam a contratar capacidade de execução.
O software tradicional ajuda uma pessoa a realizar uma tarefa. Com agentes de IA, parte dessa tarefa pode ser realizada de forma autônoma, contínua e integrada ao restante da operação.
É justamente nessa transição que estamos posicionando a Veltrix.
Nosso objetivo não é substituir o vendedor. É ampliar a capacidade dele.
Queremos retirar do time comercial tudo aquilo que consome tempo, exige disciplina operacional e não necessariamente precisa ser executado manualmente, permitindo que as pessoas concentrem energia onde ainda existe maior valor humano: relacionamento, negociação, diagnóstico e tomada de decisão.
Por isso, nossa proposta não parte de uma automação genérica. Nós entendemos como a operação do cliente funciona, quais processos fazem sentido automatizar, integramos os agentes ao ambiente existente e acompanhamos a execução para melhorar continuamente a operação.
Cada empresa possui um processo comercial diferente, e eu acredito que a IA precisa se adaptar a essa realidade, e não obrigar a empresa a reconstruir toda a sua forma de trabalhar para conseguir utilizá-la.
A Veltrix também faz parte do Grupo ProWise, que reúne nossas iniciativas ligadas à aplicação de tecnologia e inteligência artificial em problemas reais de gestão e crescimento empresarial.
Minha visão para a Veltrix é construir uma empresa que represente essa nova categoria de negócios baseada em Service as a Software: empresas que combinam software, inteligência artificial e serviço para assumir responsabilidade sobre uma parte concreta da operação dos clientes.
No longo prazo, quero que a Veltrix seja vista como uma camada de execução comercial dentro das empresas.
Uma infraestrutura de agentes capaz de entender o contexto do negócio, operar as ferramentas, executar processos e trabalhar continuamente ao lado do time comercial.
Em resumo, estamos construindo uma empresa para um cenário em que a pergunta deixa de ser “qual software eu preciso usar?” e passa a ser “qual resultado eu preciso que seja executado?”